Faz tempo que tenho vontade de retomar a seção gastronomia deste blog. Não tinha feito isso antes por falta de tempo e de ideias novas. Hoje tive os 5 minutos de vontade de cozinhar e resolvi experimentar uma receita nova, que aliás, leva uns 5 minutos para ser feita. Abaixo a receita e as dicas da dona do blog pros cozinheiros de primeira viagem.
Omelete de forno ou Coq´ê sobrou/ Coq´ê tem.
Ingredientes:
três ovos
1/3 de xícara de leite semi-desnatado
uma colher (sobremesa) de farinha de trigo
sal a gosto
duas fatias picadas de peito de peru
quantidade semelhante de queijo (à escolha dos pantagruelos) picado
salsinha e cebolinha a gosto
1/3 de colher de sobremesa de fermento em pó
Modo de fazer:
Misturar o leite e a farinha até que a mistura fique homogênea. Reservar. Bater os três ovos até que fiquem homongêneos, adicionar o leite e a farinha, o peito de peru, o queijo e o fermento. Por último, jogar a salsinha e a cebolinha. Colocar numa assadeira e levar ao forno pré-aquecido.
Dicas para os desavisados ou Apêndice à obra primeira da culinária:
Já tinha ouvido falar dessa receita e decidi procurá-la hoje nos sites de culinária. Todos eles classificam-na como “fácil”, mas eu, questionadora da Tradição, traria aqui um outro conceito: ridícula. Qualquer um que se enverede pelos tortos caminhos da cozinha conseguirá realizar essa obra.
A base dela são os ovos, o leite, a farinha e o fermento. Uma vez misturados esses ingredientes, o mestre cuca errante pode inventar o que quiser – como nas omeletes de frigideira. Essa que eu fiz foi bem simples e explico o porquê: a próxima leva de legumes e verduras só chega na semana que vem. Pensei em possibilidades como: tomate e shimeji, alho poró e cenoura, linguiça e pimenta. Enfim, o prato é um assado de ovo, um omelete sem óleo que se parece com um soufflé, por causa do fermento.
O nome do prato “Coq´ê tem” era dado ao risoto que uma grande amiga, Fátima, costumava fazer. A ideia era a mesma: pegar um arroz do dia anterior e misturar com as sobras da geladeira, jogar queijo ralado e colocar no forno.
Como costumo fazer, explico alguns detalhes da receita. Os ovos devem, de preferência, ficar uns 10 minutos fora da geladeira, pois cozinhar com ovo muito gelado não é bom – perguntem a Deus por quê. Quando aprendi a fazer omelete de frigideira coloquei uma colher de sopa de água nos ovos batidos para que eles crescessem. Nesse caso isso é desnecessário, pois já há fermento.
O termo “reserve” significa que, feita aquela parte da receita, você deve deixá-la num canto enquanto faz a outra parte sem misturar as duas nessa etapa – no nosso caso, o leite é misturado com a farinha, os ovos são batidos e só depois eles se juntam.
A receita dizia para untar a assadeira. Eu esqueci e não teve problema.
Ah, pois. Eu acho uma gracinha esses filmes americanos e europeus nos quais uma mulher que precisa se mudar pra cidadezinha no meio de um vale descobre o livro de receitas da tia- avó e passa horas cozinhando, matando os patos do próprio quintal, batendo a massa das tortas na madrugada e formando um muque tamanho Brotossauro. Acho lindo, mas não quero fazer igual. Bati os ovos com a batedeira, uma das 7 maravilhas da cozinha.
Para não parecer que eu sou fria, calculista e estou sempre pisando em ovos – não resisti – , admito que esqueci de colocar o sal, o que tornou tudo mais interessante, porque para mim sal colocado no prato já pronto fica mais poético – pois é, há quem ache que há poesia nas pedrinhas de sal.

Aprovado e devorado! Uma delícia ;)